

Terra do Bom Jesus. Bonita por natureza.
IGUAPE? DE ONDE VEM ESSE NOME?
Oficialmente fundada em 3 de dezembro de 1538, data em que é comemorado o seu aniversário, Iguape era em 1577 a Freguesia de Nossa Senhora das Neves de Iguape, que se transformou em Vila em 1635. Em 03 de abril de 1849 a antiga Vila chega a categoria de cidade com o nome de Bom Jesus da Ribeira de Iguape, mudado para Bom Jesus de Iguape em 1850, mais tarde simplificado para Iguape, atingindo em 30 de março de 1858 a categoria de Comarca.
A palavra Iguape em tupi-guarani tem a seguinte grafia e significado: u’wa (seio d’água, “água redonda”, enseada, baía, bacia fluvial, lagamar) + pe (em).
Portanto o nome da cidade significa: na enseada, no lagamar, na bacia fluvial. O nome é bem apropriado, uma vez que o seu primeiro núcleo foi estabelecido em frente à Barra de Icapara, descrevendo exatamente a forma física e geográfica da região.
A MARCA DOS ANTEPASSADOS, NOSSOS PRIMEIROS HABITANTES
Sucessivas pesquisas realizadas na região comprovam sinais de ocupação antes do contato com os europeus. Iguape possui um grande número de sítios arqueológicos, hoje estão cadastrados cerca de 140 sítios datados de milhares de anos.
Essas pesquisas são baseadas na presença de objetos líticos, ósseos e cerâmicos, confeccionados por grupos humanos da pré-história brasileira, inclusive dos “Pescadores Coletores do Litoral” que nos deixaram os “Sambaquis”.
A Existência desses sítios, conchíferos ou cerâmicos, encontrados em diversos pontos do município, comprovam a presença humana, cuja datação dos vestígios mais antigos ultrapassa cinco mil anos. Em tupi-guarani, sambaqui significa "monte de conchas".
A história dos sambaquis é curiosa, pois esses homens pescadores coletores, geralmente nômades, escolhiam alguns lugares onde se alimentavam e coletavam alimentos em determinadas épocas. Ostras, mariscos e peixes cujas cascas e espinhas eram lançadas sempre no mesmo lugar.
O estudo de um sambaqui pode nos indicar os costumes e utensílios utilizados por esses povos, ali os homens primitivos faziam suas refeições, preparavam diversos artefatos e enterravam seus mortos. Mais tarde, povos guerreiros armados (o homem do sambaqui não conhecia sequer o arco e flecha) tomaram conta da região e fixaram-se no local. Enterravam seus mortos em urnas funerárias chamadas igaçabas (espécie de grande pote de barro), colocando-as depois no interior dos sambaquis. Teriam sido os Índios Temiminés que os europeus encontraram quando aqui desembarcaram.
Esses depósitos, chamados de ostreiros pelos colonizadores, foram sendo gradativamente dizimados, pois eram utilizados como cal utilizada nas construções e caiações.
Mais tarde descobriu-se que o material podia ser moído e servir de base para a preparação de um adubo de excelente qualidade ou para o enriquecimento da alimentação de animais, e a degradação continuou. A partir da década de 1970, com a especulação imobiliária no litoral, muitos sambaquis foram reduzidos a cascalho.
Hoje, restam poucas centenas dessas formações, embora sejam considerados lugares sagrados pelos caiçaras e protegidos como patrimônio histórico pela União. Os mais importantes em São Paulo encontram-se no Lagamar.
O Museu Histórico e Arqueológico Municipal reserva amostra de objetos encontrados nos diversos sítios arqueológicos distribuídos ao longo do município, bem como o Sítio Arqueológico Caverna do Ódio.