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A História de
Ubatuba
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Ubatuba 1890 |
Foto: UbaWeb |
Data de
Emancipação Política: 28/10/1637
Ubatuba começa a
aparecer na História do Brasil com o nome de Aldeia de Iperoig, nos
relatórios do missionário José de Anchieta ao Provincial da Ordem dos
Jesuítas, contando sobre os conflitos existentes na região.
Os índios tupinambá foram os primeiros habitantes da região, eram excelentes
canoeiros, até que, com a chegada dos portugueses e franceses que tentaram
dominá-los e ficar com a terra, os tupiniquim se aliaram aos portugueses e
se tornaram os maiores inimigos dos tupinambá.
Os tupinambá de Iperoig se organizaram para defender a terra, formando a
CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIO (tamoio: Os mais antigos da terra) e passaram a
enfrentar os estrangeiros (portugueses e franceses). Em 1563, os jesuítas
Manoel da Nóbrega e José de Anchieta partiram de São Vicente com destino a
Aldeia de Iperoig com missão de pacificar os índios. Como os Confederados
Tamoios desconfiaram da palavra dos portugueses, Anchieta ficou preso
durante vários meses, enquanto Nóbrega voltou a São Vicente para finalizar o
Tratado de Paz que passou a figurar na História do Brasil como "A PAZ DE
IPEROIG" (Primeiro Tratado de Paz, firmado nas Américas). Anchieta enquanto
prisioneiro escreveu na areia da Praia de Iperoig, o célebre "POEMA À
VIRGEM", com 4.072 versos em latim.
Com a paz
restabelecida, o Governador Geral do Rio de Janeiro, tomou providências para
colonizar a área, com a intenção de assegurar a
posse para a colônia de portugueses. A aldeia foi elevada a categoria de
Vila em 28/10/1637 com o nome de VILA NOVA DA
EXALTAÇÃO À SANTA CRUZ DO SALVADOR DE UBATUBA.
No entanto Ubatuba começou a ser colonizado em 1600 por Inosenso
de Unhate, Miguel Gonçalves, Gonçalo Correa de Sá e
seu irmão Martim de Sá. Mais tarde a Donatária da Capitania, Mariana Souza Guerra - a Condessa de Vimieiro,
doou a sesmaria a Maria Alves que não podendo
colonizar passou o registro das terras em 1610 para Jordão Homem da Costa, construindo a Capela de Nossa Senhora
da Conceição continuando a colonização da Aldeia de
Iperoig, que em 1637 foi elevada a Vila, com o nome de Exaltação à Santa Cruz do Salvador de
Ubatuba. Durante o século XVII, a produção agrícola
cresceu e a Baía de Ubatuba se transformou no mais movimentado Porto
da Capitania de São Vicente. No entanto, a Vila de Ubatuba pertencia à
jurisdição do Rio de Janeiro, até que uma ordem do Rei subordinou a São
Paulo.
Com esse ato,
Bernardo José de Lorena, governador da Capitania
de São Paulo, tinha poderes para manipular o controle do
Porto, em 1789, esse governo determinou que "toda e qualquer
exportação só poderia ser feita pelo Porto de Santos e diretamente ao
Reino". Essa ordem causou grande impacto na
agricultura e cultivo foi o início da "primeira
decadência do município".
Melo de Castro e
Mendonça, sucessor de Bernardo José de Lorena, ao tomar posse em 28 de junho de 1797, logo procurou averiguar a razão das queixas dos habitantes do Litoral.
Verificou que a proibição da exportação era realmente um entrave a economia
de Ubatuba, concedendo em 28 de setembro de 1798, a
liberdade de comércio e livre exportação.
De 1800 a 1890 Ubatuba teve o privilégio de ser uma cidade rica, por três
vezes a arrecadação do município superou a de São Paulo, o motivo foi à
reabertura do Porto. Os ricos exportadores voltaram a reativar seus
negócios, nesse período foram construídos os mais imponentes prédios, casas
de comércio, escritórios de exportação e luxuosas residências, evidenciando
o teatro, onde atualmente funciona o Fórum da Comarca.
Ubatuba chegava ao apogeu econômico e a euforia chegou a ponto dos
exportadores planejarem uma ferrovia para modernizar o Porto e fazer
concorrência com Santos e Rio de Janeiro e atender os agricultores do Sul de
Minas. Mas a pressão dos concorrentes dos outros Portos fez com que o
governo decretasse a primeira moratória do Brasil, par impedir a construção.
Os ricos mudaram de cidade, ficaram os pobres e pequenos comerciantes vendo
os imponentes sobrados sendo destruídos pelo abandono. . Uma tentativa de se
construir uma ferrovia entre Taubaté e Ubatuba foi vista com muita
esperança, mas a proposta fracassou. A população diminuiu em duas mil
pessoas. A estrada da serra ficou praticamente desativada e o tráfego
marítimo foi reduzido a um navio de dez em dez dias, no caminho entre Santos
e Rio de Janeiro. Ubatuba voltava ao isolamento, não havendo estrada
terrestre ao longo do litoral, com toda a comunicação sendo realizada
através de canoas.
Somente em 21 de abril de 1933 houve uma nova esperança. Era o engenheiro
mariano Montesanti que descia a serra no seu carro inaugurando a estrada que
construiu, ligando o município a Taubaté por rodovia, o que despertou uma
nova etapa na História de Ubatuba.
Em 1948 conquistou a categoria de Estância Balneária,em 1950 os taubateanos
iniciaram a construção de casas de veraneio e obteve um impulso em 1964,
quando o industrial e mecenas Francisco Matarazzo Sobrinho (o Ciccillo
Matarazzo) foi eleito prefeito da cidade, e buscou seu desenvolvimento,
convocando arquitetos e paisagistas, constituindo uma arquitetura com
proporções bem resolvidas, simplicidade construtiva, linhas harmoniosas e
respeito ao clima e ao meio ambiente.
Hoje Ubatuba resgata seu passado na cultura caiçara, nas ruas, nas festas de
origem portuguesa e nos edifícios históricos, revelando seu potencial como
Estância Balneária para o Turismo.
Em 1637 a então Aldeia de Iperoig se tornou Vila com o nome de Vila da
Exaltação à Santa Cruz do Salvador de Ubatuba. Em 1855 se tornou Comarca de
Ubatuba e em 1944 à Estância Balneária. Dados coletados com o
historiador Edson da Silva

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